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Andei assistindo vários episódios das primeiras temporadas do The Office nos últimos dias. O humor tradicional da série é fantástico: piadas geniais apenas com a entonação e o silêncio de situações embaraçosas. Bom, melhor dizendo, era.

The Office está perdendo o rumo.

É triste admitir.

A série não é mais a mesma e quase todos os personagens perderam grande parte de suas personalidades – tornando-os elementos caricatos que poderiam, facilmente, integrar um sitcom qualquer.

Depois do mini-clifhanger após o episódio de natal (recurso já utilizado em temporadas anteriores, inclusive) todos estão ansiosos para saber do chamado “ultimato” que Holly, funcionária do RH, teria dado para o seu noivo: caso ele não propusesse o pedido de noivado tudo estaria terminado, dando chances para o chefe do escritório mais icônico de Scranton. Holly chega sem aliança em Dunder Mifflin, causando uma alegria imensa em Michael, celebrada com uma cena hilária com banhos de champagne, vídeos pré-gravados de otimismo e muita música – tudo em sua sala. Mas, como nem tudo é tão fácil quanto parece, o resultado não foi o esperado – o ultimato não passava de uma brincadeira de fato, deixando Michael muito decepcionado com a falta de palavra de Holly.

 

Happy box!

 

E o chefe legal, otimista e engraçado sai de cena. Entra um outro Michael que ninguém gosta – arrogante, sem noção e até mesmo vulgar. Nem mesmo o Michael Scott da 1ª temporada (mais ligado ao arrogante David Brent) faria o pobre Kevin praticamente engolir um brócolis guela abaixo. Mas os problemas com a identidade dos personagens estão apenas começando.

 

Michael como chefe babaca. Ok. Michael como chefe perverso? Oh-oh.

 

Dwight, Andy e Darryl (ainda acho que essa super-exposição do Darryl recentemente pode indicar ele como futuro subtituto de Steve Carell) saem para “pegar mulheres soltas” em Scranton, passando inicialmente em uma livraria para Darryl comprar um e-reader em uma das piadas mais fracas dos últimos tempos. (caras durões também tem sentimentos) Dado o insucesso na investida, o grupo parte para um clube de strippers, sendo atraídos no meio do caminho por um clube de patinação.

Com o clube (obviamente) vazio em plena segunda-feira de manhã, resta um humor palhaço que me orgulhava da série não ter em suas primeiras temporadas. The Office costumava ser o humor inteligente. Piadas que deve-se parar para entender, ou serem universalmente engraçadas apenas pelo silêncio ensurdecedor. Ver Dwight – um dos personagens mais rudimentares que se tem conhecimento – agir como um cara “engraçadinho” tenha talvez sido a gota d’água.

 

Não é o Darryl, Dwight e Andy que eu conheço

 

Um enredo secundário envolvia Pam coletando as resoluções de ano-novo de todos os funcionários em um quadro, dando abertura para mais detalhes das novas personalidades distorcidas de todos os personagens. Destaque para a ausência sem explicação de Jim, que apareceu somente na abertura.

 

Quadro de resoluções. Bom conceito. Implicações indesejáveis.

 

Steve Carell está saindo. Michael Scott vai embora. Por mais que falem o contrário, The Office é sobre o chefe inconveniente que realiza diversas atitudes inapropriadas em um ambiente de trabalho pacato, com personagens diversificados, porém acreditáveis. Essa parte do conceito o The Office americano já deixou de lado faz tempo. Com a saída de Michael Scott a perda pode ser total.

 

Ruim

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hello, my name is chuck

Imagine que você é um pacato trabalhador de uma tradicional “mega loja” americana. Você oferece assistência técnica em uma seção chamada “Nerd Herd”. Sem muitos planos para o futuro, certo? Assim era a vida de Chuck Bartowski. Entretanto, sua vida muda com a leitura de um simples e-mail. Nele, estavam contidas uma série de imagens codificadas com mensagens subliminares que, de alguma maneira, colocaram todos os segredos do governo – armazenados anteriormente em um mega-computador chamado Intersect – no cérebro de Chuck.

O mega-computador, Intersect e suas imagens codificadas

O mega-computador, Intersect e sua s imagens codificadas

E como é ter um mega-computador como cérebro? As informações armazenadas não podem ser acessadas a qualquer momento, suas memórias precisam ser ativadas através de uma imagem, som ou voz, que causam flashes de informação. Chuck percebe isso logo ao ouvir o rádio, sabendo de uma informação secreta da CIA que fora abafada no noticiário.

Mas quem mandaria tal “presente” anexado em uma mensagem? O agente corrupto da CIA – e ex-colega de quarto de Chuck – Bryce Larkin era justamente a pessoa que Chuck mais odiava. Ele foi responsável por coletar as informações do super-computador e mandar a única cópia existente para o seu ex-colega de quarto. Não demorou muito para a CIA e a NSA descobrirem quem recebeu o e-mail. Aí queos agentes Sarah e Casey entram para proteger o Intersect humano. Sarah como uma namorada de fachada, e Casey como seu colega de trabalho.

Casey, Chuck e Sarah

Casey, Chuck e Sarah

Chuck é uma série única. Ela consegue reunir com sucesso dois gêneros antagônicos: ação e comédia em uma única série de TV. Mesmo sendo 40 minutos por episódio, a história nunca parece alongar-se – algo que acontece freqüentemente com séries deste tamanho. Uma dinâmica rápida foi mantida ao longo de suas duas primeiras temporadas – sem episódios enrolados. A série ganhou o prestígio dos críticos da TV, mas não teve a mesma resposta da audiência, chegando a ficar “na bolha” (séries ameaçadas de cancelamento) no final de sua 2ª temporada. Entretanto, os fãs fiéis do programa fizeram uma campanha para salvá-lo, comprando os produtos da SubWay, grande patrocinadora de Chuck.

A ideia deu certo, e a 3ª temporada está confirmada para estreiar em março de 2010 – tempo suficiente para alugar/baixar os primeiros episódios e assisti-los.
Não é nenhum segredo do governo: essa série é demais.

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