O que está acontecendo com a Apple? Essa é a pergunta que vem a mente quando olho as últimas investidas da empresa nas suas interfaces para o iOS que acabam, por fim sendo migrada para o OS X (antigo Mac OS X) Uma palavra define a onda de mal-gosto que assombra Cupertino: skeumorfismo.
Tudo começou com as texturas de couro e madeira introduzidas com o iPad para os aplicativos de livro (iBook) e outras funções do sistema (agenda, calendário) com o principio de que, por se tratar de uma nova experiência para computadores pessoais – para muitos a primeira – o ambiente dos aplicativos deveria ser familiar com utensílios que o usuário já reconhece do seu dia-a-dia. De fato, a primeira interface gráfica para computadores desenvolvida pela Apple – o Macintosh original – introduziu esses conceitos em seus ícones para trazer comandos de uso, anteriormente apresentados somente de forma textual, para uma linguagem visual e de rápida compreensão.
O problema disso tudo é que há um limite que o “similar com a realidade” acaba por dificultar a assimilação de uma informação. Conforme o blog “Ignore the Code” relatou, um ícone de uma “casa” para a home de um navegador é levado de uma silhueta para uma fotografia haverá confusão entre seus usuários – não há a compreensão universal que se busca, sim uma nova camada de analise subjetiva sobre o que significa aquele elemento visual e sua mensagem. Quando temos um aplicativo com texturas de couro, outra com papel de uma agenda e até um simulando a mesa de um casino em Las Vegas (estou olhando para você Game Center) o usuário acaba por se confundir pela ausência uma padronização da interface.
Enquanto isso, a Microsoft parece seguir o caminho inverso na sua interface Metro – ausência de texturas, transparências e gradientes; apenas formas e cores chapadas compõem o visual do Windows Phone e do futuro Windows 8. Até o Android já teve seu momento de loucura com o look “Tron” de suas tablets com Honeycomb, para depois centralizar todas suas diretrizes visuais em um belo documento para seus desenvolvedores de apps sobre como tudo deve funcionar.
A verdade é que o design dos produtos da Apple – simples e não poluídos – está cada vez mais distante de seus softwares. Por onde anda Jony Ive?







