novos singles de destaque – edição dois

Posted 05 - Novembro - 2009 by guischmitt
Categories: Música, Reviews, Singles de Destaque

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A indústria da música mudou do formato físico para o digital, mas algo permaneceu constante: o lançamento periódico de singles para promover o trabalho mais recente das bandas.

Nesta seção vou explorar novos singles de bandas cujo trabalho anterior já avaliei, escrevendo também as expectativas para o futuro com o novo material.

Lady GaGa – Bad Romance

O maior furacão da música pop de 2008 e 2009 ataca novamente. Com o relançamento de seu álbum de estreia renomeado para The Fame Monster – Lady GaGa vai contra a sede de dinheiro das gravadoras, produzindo quase um segundo álbum inteiro de músicas inéditas para essa versão ultimate de The Fame. Bad Romance lembra bem Poker Face; e as semelhanças não estão apenas na cantoria de palavras sem sentido. (ha, ha, uh, la, la) A Bad Romance também conta com a parceria RedOne + Lady GaGa, que até agora só produziu hits. O estilo “exótico” no figurino da cantora está estampado na capa do single, com uma roupa vermelha que lembra a usada pela cantora para receber o prêmio de artista revelação no VMA 2009. Um “Bad Taste”, na minha opinião.

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Alphabeat – The Spell

Alphabeat – a banda de synth-pop que consegue animar até o mais depressivo dos dias – está de volta com novo single e álbum de mesmo nome: The Spell. Pode-se perceber um som mais techno aqui, avançando um pouco no estilo retrô encontrado no álbum anterior – This Is Alphabeat. Os vocais continuam impecáveis e perfeitamente afinados (mesmo com o inglês não sendo a língua nativa da banda). Faltou uma participação mais expressiva do cantor masculino – Alphabeat produz suas melhores musicas quando os dois participam em mesmo nível – e o refrão (mesmo sendo bom) é superutilizado perto do final. Mesmo assim, The Spell não deixa ninguém parado – muito menos deprimido.

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Weezer – (If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To

Depois do fraco Red Album, O Weezer tenta a voltar a suas origens de rock geek com o seu novo álbum Raditude. O primeiro single – de título enorme – deixa de lado os embaraçosos versos de rap para dar lugar a um ritmo muito mais alegre e letras mais agradáveis. (alguém gosta de Porco e Feijão, por acaso?) Tenho altas expectativas por uma volta triunfante do Weezer. Um single bom desses já é um excelente sinal. Clipe divertido e criativo mostra a “Weezerville” e o que acontece quando uma mulher atraente passa diante dos fascinados integrantes da banda, que fazem de tudo para chamar a atenção dela.

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Fall Out Boy – Alpha Dog

Depois de inúmeros rumores do fim da banda, Fall Out Boy prova que não está morto (ainda) e lança duas músicas inéditas junto com o álbum “Believers Never Die” – uma coletânea de hits passados. Uma versão demo de Alpha Dog na verdade já havia sido divulgada antes do lançamento de Folie à Deux, provando que não se trata, realmente de conteúdo inédito recente, e sim de algumas coisas guardadas no baú. Mesmo assim Alpha Dog é melhor do que muitas músicas de Folie, o que nos faz pensar porque não foi incluida naquela oportunidade. Talvez ela ainda precisava de alguns ajustes mais profundos antes de ser homoglobada como uma música do FOB, talvez os gananciosos empresários de gravadoras queriam ter algo guardado para enventuais indício de separação. (que já estavam ficando fortes no fantástico Infinity On High)
“Welcome to the new dejá vù.”

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Green Day – 21st Century Breakdown

Depois da escolha equivocada de “Know Your Enemy” como single de estreia para o álbum sucessor do vencedor do Grammy, American Idiot, o Green Day se redimiu, com duas escolhas muito sábias em termos de singles. A primeira, meio óbvia, 21 Guns. E agora a música que dá título a nova ópera de rock do grupo de Califórnia. O clipe – quase todo feito em tela verde – apresenta um show de efeitos visuais que reforçam a identidade visual adotada pela banda (graffiti em paredes de tijolo) ao mesmo tempo que tentam contar um pouco mais (ainda que superficialmente) a história de Christian e Gloria. Além disso temos uma cena no mínimo polêmica perto do final. Ela chega até a lembrar uma música do Rogério Skylab. Nunca pensei que fosse fazer essa associação musical na minha vida.

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AFI – Medicate

Que transformação. É inacreditável pensar que o vocalista do AFI ainda é o mesmo. De fora ficou o penteado assaz ridículo e maquiagem pesada que mais fazia ele parecer com uma mulher. A voz continua a mesma: aguda e expressiva. (e os Oh! também) Para a sua divulgação, foram tutilizados todos os tipos de mídia possíveis e imagináveis: da inclusão no Guitar Hero 5, passagem por Tap Tap Revenge 3 e até clipe grátis da semana na iTunes Store. Nada adianta produzir um álbum bom se ninguém souber disso, não é mesmo? E o fato é que “Crash Love” é um álbum excelente, digno de admiração por todos aqueles que gostam de um bom rock alternativo.

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3OH!3 – Starstrukk (feat. Katy Perry)

Poderia um remix salvar uma música? Querendo mostrar que há algo mais do que “Don’t Trust Me” em seu repertório, o 3OH!3 chamou Katy Perry para ajudar em uma versão remixada de seu single antes da fama, Starstrukk. O primeiro clipe era, no mínimo nojento: um bando de pessoas deitadas, uma sob as outras – um caos para os claustrofóbicos.Sem contar que a música original já não era essas coisas. Katy Perry veio, salvou o refrão e uma nova batida trouxe o que faltava em sua musicalidade. Starstrukk foi de uma música mediana para algo de destaque. Santas ferramentas digitais de nossos tempos modernos.

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novo plano – macbook

Posted 04 - Novembro - 2009 by guischmitt
Categories: Apple, Design

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Se tem algo que eu já conheço de mim mesmo é que quando coloco algum desejo material na minha cabeça (dentro do que for financeiramente possível) dificilmente desistirei até consegui-lo.

Depois de muito tempo seguindo a Nintendo até a sua volta triunfal sobre os seus concorrentes (e até eles soltarem o terrível monstro dos jogos casuais e provocarem a avalanche de shovelwares ara os seus consoles) a vez é da Apple. De iPod video para iPod touch para… MacBook. Sim. Meu primeiro notebook será, de fato um MacBook.

MacBook Pro

A estratégia da empresa em divulgar o iPhone/iPod touch como produtos cada vez mais acessíveis foi a chave para a venda recorde de Macs no 3º semestre de 2010. Ambos aparelhos portáteis contam com o iPhone OS, uma experiência similar ao que pode se esperar do Mac OS X – interface sleek, recursos que os seus usuários realmente precisam e, claro, um design de produto que define os padrões da indústria.

Mas, como sabemos, a Apple não é conhecida por ter preços acessíveis. Por isso conto com uma junção financeira de meus familiares (também ajudarei, mas com valores menos significativos) e muita cara de pau para fazer tais pedidos. Ainda nesse mês trarei meu insight de como é o impacto -  e a transição – de alguém que usou a plataforma Windows durante toda a sua vida para o Mac OS X.

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Mac Vrs. Windows - A Batalha do Século

Enquanto espero, a ansiedade é de matar…. o hype é imenso… e as expectativas estão nas alturas. Mas sei que não vou me decepcionar. Só aqui há um “one more thing” em cada aplicativo, cada ícone e cada produto. Até o dia 28, terei a resposta. “Boom”, como diria Steve Jobs.

e se eu não fosse…

Posted 16 - Outubro - 2009 by guischmitt
Categories: Design, Schmitt's Life

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Escolher o caminho a seguir na vida profissional é uma das decisões mais difíceis de todas. Uma escolha que pode não ser única (muitos trocam de curso como trocam de roupa), mas certamente tem uma importância considerável, se vermos a dita burocracia para troca de cursos. (terror do vestibular de novo, etc.) Na hora da escolha, muitas das infinitas possibilidades são consideradas, sendo eliminadas uma a uma, até a decisão final. Aqui vão as minhas decisões intermediárias – carreiras que um dia pensei seguir – e porque eu disse não a elas.

Jornalista

Escrever no blog vem sendo quase uma hábito para mim há cerca de 5 anos. Não apenas isso me ajudou na hora de escrever as dissertações, mas me deu interesse em reportar fatos, acontecimentos e eventos. O jornalista tem um compromisso com a verdade: averiguar cada fato para levar as informações completas – e não simples meias verdades – aos seus leitores.

Porque não?

• A falta de reconhecimento do profissional jornalista hoje em dia, basicamente.

• É necessária uma atenção especial ao português – que, ok nunca tive dificuldades, mas também nunca soube de todas as milhares de regras complexas de nossa língua lusófona.

• Para minha sorte (e azar de muitos) hoje em dia não é necessário o diploma de jornalista para exercer a profissão, então, de certa forma, posso dizer que sou jornalista…! (então porque essa profissão está listada aqui?)

Advogado\Direito

Courtroom

Até mais de um ano e meio atrás essa opção nem era cogitada, mas conforme fui vendo séries (Damages) e jogos que eram centrados na vida judicial (Phoenix Wright) fiquei interessado. Pode-se dizer que o advogado também tem um compromisso com… o seu cliente.

Porque não?

• Tinha uma visão muito idealizada da profissão. (por meio de séries e jogos) O verdadeiro cargo é muito mais pacato que isso.

• Representar clientes culpados (aka criminosos) não deve ser algo muito agradável.

• Mercado absolutamente saturado. A cada esquina temos una faculdade de direito e é quase sacudir uma árvore que achamos um advogado.

• Prova da OAB. Mas depois de anos de estudo, isso provavelmente não seria tão relevante.

Desenvolvedor de Jogos

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Unir o útil ao agradável. Meu hobby favorito promovido a uma forma de ganhar a vida. Algo que eu realmente me sentiria realizado em fazer: produzir uma forma de entretenimento para qualquer pessoa do mundo, além de colocar em prática a criatividade e estar por dentro do “background”, sabendo das últimas novidades da fascinante indústria de jogos. Quase um sonho.

Porque não?

• Não precisso nem dizer nada, mas no Brasil, o campo de atuação é extremamente limitado. A única área de mais sólida por aqui são os jogos de celular que – sinceramente – não possuem quase nenhum atrativo por si só. São basicamente “passamentos”. Onde está a arte?

• Por mais interessante e aparentemente divertido que seja, ainda há muita matemática envolvida. E não é aquela matemática eu estudei para o vestibular.

• Nem me importaria tanto com isso, mas os desenvolvedores de jogos também possuem fama de não ganhar muito. Mas como grande parte dos meus possíveis investimentos com entretenimento estariam cobertas, isso não seria nenhum problema.

Medicina

Ajudar pessoas, contrubir pelo bem estar da sociedade e desenvolver ciência são alguns dos atrativos da carreira médica. (além de um considerável salário) O prestígio de uma profissão milenar que, mesmo assim, não sofre com desemprego – pelo contrário – muitos profissionais possuem o luxo de escolher em que local gostariam de trabalhar. Pode-se pedir mais?

Porque não?

• A vida de um médico é muito corrida. Sem tempo livre na agenda, sempre correndo o risco de atender alguma chamada de emergência em horários ou dias não convencionais. E, por mais irônico que pareça, isso faz mal para a saúde.

• Ensino Superior de difícil acesso.Todos já sabemos que medicina é uma das figurinhas mais disputadas em qualquer vestibular. Não só pelo prestígio da profissão, mas o preço exorbitante das faculdades privadas faz com que as públicas (que, normalmente são as melhores no ensino) sejam a única opção para muitos estudantes, gerando a densidade campeã de cada ano.

• Sangue. Cortes. Nojento. Médico deve ter um estômago sucetível aos inúmeros elementos bizarros do universo de doenças e problemas de natureza humana.

Essam foram as carreiras/profissões que já chegaram a passar pela minha cabeça… até me apaixonar pelos produtos da Apple e conhecer o que o design é e representa para a sociedade. A decisão foi difícil, mas acho que fiz a escolha certa. Certamente é algo que gosto. Reconhecimento financeiro é uma consequência… que espero que ocorra.

análise – owl city – ocean eyes

Posted 09 - Outubro - 2009 by guischmitt
Categories: Música, Reviews

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Fazer música não é algo fácil: são diversas variáveis (ritmo, letra, melodia) que quando juntas podem formar um novo clássico ou o mais pavoroso desastre musical. Mas imagine ter que fazer todo o processo de criação musical… sozinho! Pois esse é o desafio enfrentado por Adam Young, integrante único e vitalício da banda Owl City.

O som eletrônico de Owl City e suas letras inusitadas de assuntos pacatos do dia-a-dia – desde insônia até medo do dentista – são os destaques aqui. A variedade de assuntos surpreende. (ao contrário de muitas bandas de hoje, que focam suas letras em “love” e “heartbreak”) Os vocais (possivelmente auto-tunados) possuem um timbre constante, aparentemente calmo e relaxante. Está tudo perdido? O desânimo tomou conta do seu dia? Coloque Owl City para tocar, e certamente as coisas irão mudar para melhor.

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Top Five

1. Fireflies – Música fantástica e diferenciada, com um refrão impactante. Letra inspirada nos problemas de insônia do vocalista, que gostaria que o “planeta girasse mais devagar” e “que nada é o que parece quando durmo”. Já foi o iTunes Single of the Week. (assim, aliás, que eu conheci a banda) Clipe lembra os bons tempos de Toy Sotry. Fantástico

2. The Saltwater Room – Música ao estilo lento, que inclui dueto com uma cantora não identificada. (mas que canta muito bem, anyway) Letra cai ao senso comum, falando de “love”, mas de uma maneira que não pareça clichê com nenhuma outra música. Instrumentalmente inova por aliar um instrumento tradicionalmente acústico (violão) com as batidas eletrônicas – dessa vez mais lentas – convencionais de Owl City.

3. Umbrella Beach – Se existe uma música do Owl City feita para levantar a moral de alguém, sem dúvida é Umbrella Beach. Desde o primeiro segundo a música impulsiona um ritmo incrivelmente dançante. Destaque também para o som de ondas, que lembra bem o espírito de “praia” que se tentou transmitir aqui.

4. The Bird And The Worm – Outra música para levantar a moral de qualquer um. Inclusive fala de deixar “todos os seus problemas para trás”, no melhor estilo “Hatuna Matata”.

5. Tidal Wave – Geralmente a última música de um álbum não tem muito destaque, mas esse não é o caso de Ocean Eyes. Desde o primeiro play de Tidal Wave pode-se perceber algo de especial. Seja na forma como os vocais se sobrepõem ou como, em certas partes da música, pode-se ouvir até estalos feitos com dedos. Diferentemente mágica.

Bônus: Dental Care – Qualquer um que um dia já teve medo de ir ao dentista vai se identificar com “Dental Care”. A música cita, de uma maneira divertida, todo o drama de alguém que tem aversão máxima ao profissional que cuida dos sorrisos de cada um. Instrumentalmente, Dental Care conta com sintetizadores que lembram até os bons sons feitos pelo Mega Drive. (quem não se lembra!)

Também recomendadas: The Tip Of The Iceberg

 

★★★★½

Fantástico

 

esqueçeram de… porto alegre

Posted 02 - Setembro - 2009 by guischmitt
Categories: Música, Schmitt's Life

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Foi-se o tempo em que a capital gaúcha era parada obrigatória para todos os eventos musicais de alto renome do país. O que aconteceu? Como pôde grandes nomes como The Killers e Lilly Allen deixaram Porto Alegre de lado? Crise na política? Problemas na Argentina?

É uma pena que tenhamos que ver grandes eventos passarem batido, enquanto o resto da mídia evoca os artistas presentes em São Paulo e Rio de Janeiro. O fato é que para o mundo exterior, apenas essas duas cidades existem no território nacional – sendo o resto aparentemente composto por uma vasta selva amazônica, com direito a animais silvestres e tudo mais. Não é à toa que até o próprio Noel Gallengher do Oasis chegou a perguntar a si mesmo em seu blog oficial: “o que estaríamos tentando provar ao fazer shows em Porto Alegre?”, expondo esse clássico problema ao mundo todo.

Na verdade, o “resto” que sobra para a capital rio-grandense é apenas o que pegamos daqueles que estão. Indo ou indo para a Argentina – apenas esse aspecto geográfico fez com que aristas de renome internacional como The Offspring, Avril Lavigne e Black Eyed Peas chegassem a pisar em território gaúcho.

Podemos fazer algo? Com a era da Internet é comum ver abaixos assinados, grupos de discussão e movimentos para subir novas tags nos Trending Topics do Twitter. (como vemos a cada semana os Jonas Brothers da vida) Mas, no final da conta, as grandes decisões são feitas pelos empresários engravatados que não querem saber de nada disso por aqui.

Damn it, Porto Alegre.